terça-feira, 11 de maio de 2010

A conexão que faz a diferença

Especialista alertam: adquirir equipamentos de ponta é muito mais fácil do que efetivamente se apropriar das novas possibilidades de construção do conhecimento.

Dadas as dimensões continentais de nosso país, a tecnologia tem um papel fundamental na articulação de municípios longínquos, na troca de experiências e na construção de saberes que podem ser ministrados a distância. Para Fernando Almeida, ex-secretário municipal de Educação de São Paulo e responsável pela logística dos módulos não presenciais da Escola de Gestores, um programa do Ministério da Educação (MEC), a tecnologia é também uma forte aliada do diretor no cotidiano escolar: “Ela possibilita disponibilizar um grande número de dados com transparência, prestar contas, controlar as notas de alunos e a presença dos professores e permite que qualquer outra informação seja colocada em rede aberta." O domínio da internet e de programas de edição de texto, de apresentação de dados e de tabulações é parte importante dos cursos de reciclagem de diretores oferecidos no país.

Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, doutora em Educação e coordenadora do programa de Gestão Escolar e Tecnologias, desenvolvido pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, afirma que as escolas não exploram todo o potencial que a tecnologia oferece. “É nesse contexto que surge a importância da formação não só para o professor mas também para os funcionários, para que a tecnologia não seja utilizada só em sala de aula, mas faça parte do coletivo."

Na prática, a especialista explica que é preciso que o educador atribua sentido aos equipamentos em seu trabalho. É só a partir do momento em que incorporamos as novas mídias que valorizamos seu uso. “Temos hoje boas bases informatizadas que foram criadas pelas próprias Secretarias de Educação com o intuito de facilitar o acompanhamento de dados escolares, como desempenho de alunos, índices de aprovação e evasão. No entanto, de nada adianta o diretor alimentar essas bases se, quando alguém solicita alguma informação, ele acha mais fácil procurar num papelzinho."

Léa Fagundes, coordenadora do Laboratório de Experiências Cognitivas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é uma das pioneiras na pesquisa sobre a aplicação da tecnologia na Educação no Brasil. Há mais de 20 anos, ela desenvolve projetos na área, como o programa Um Computador por Aluno, que consiste no uso de um laptop educativo por estudante matriculado em escola pública, além de seus educadores. Segundo ela, o problema é que os computadores, a programação deles, os sistemas digitais e suas possibilidades são pensados pela escola e pelos educadores para melhorar o ensino e não para melhorar a aprendizagem, ou seja: para conservar, não para transformar a escola. “Primeiro, tivemos os CAIs (sigla em inglês para Instrução Apoiada no Computador), depois os softwares educacionais, a seguir os CD-ROMs, os tutores inteligentes e, a grande novidade, os objetos de aprendizagem. Mas essas novas tecnologias de informação e comunicação não trazem problemas para os cidadãos e para a sociedade? Não estão a requerer mudanças de atitudes, desenvolvimento de novas competências e a vivência de valores éticos e morais?", questiona Léa. “Os alunos e professores precisam se apropriar da tecnologia tanto no que se refere ao uso do computador e da internet como de outras ferramentas de comunicação e informação", enfatiza.

O uso de diferentes linguagens de mídia na escola pode ser um caminho para promover mudanças de atitudes e de metodologias de trabalho. “O professor se especializar para melhorar sua didática é insuficiente hoje, pois, como já dizia Paulo Freire, se ele tem uma prática bancária, autoritária, provavelmente vai usar as novas mídias para reafirmá-la", diz Ismar de Oliveira Soares, coordenador do Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo (NCE-USP).

Por isso, é importante que a capacitação dos educadores e gestores para o uso da mídia se dê em conjunto com a comunidade escolar. Para Ismar, “não é com base na tecnologia que nasce o aprendizado, mas com uma gestão participativa do processo".

No ano passado, o MEC deu início a um curso de formação chamado Mídias na Educação - mais de 15 mil professores participam da primeira fase. O programa trabalha com as quatro linguagens - mídias impressa, digital, audiovisual e radiofônica. Há também um módulo de gestão. O NCE-USP é uma das instituições parceiras do ministério nesse curso. “O objetivo é fazer os educadores refletirem sobre como podem usar a tecnologia para ensinar melhor", explica Ismar.

O especialista dá dicas de como é possível fazer essa apropriação. Ele cita algumas escolas municipais de São Paulo que participaram do projeto Educom.radio, desenvolvido pelo NCE-USP entre 2000 e 2004, e fizeram uso do rádio como uma ferramenta de gestão. Para atrair os pais, em vez de enviar comunicados por escrito, dirigentes e professores motivaram os alunos a produzir programas de rádio com temas de interesse da comunidade e a divulgação de eventos e reuniões. “Com isso, além de os alunos se sentirem parte do processo, os pais passaram a comparecer aos encontros e a participar mais, pois se empolgavam ao ouvir o programa feito pelos filhos - que eram levados para casa em fita cassete. Após essa experiência, as escolas descobriram que muitos pais eram analfabetos e, por isso, não atendiam ao que era pedido nos bilhetes", lembra Ismar.

Para motivar a mudança de atitude dos educadores em relação ao uso da tecnologia, o MEC criou uma nova plataforma de interação: o Portal do Professor. “Nós observamos que levar a chamada cultura da informática para as escolas não é suficiente. O maior trabalho é a instalação dessa cultura", avalia o secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky.

Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br/gestao-escolar/importancia-tecnologia-405472.shtml

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Barão de Aracati se prepara para o Enem

Laboratório Escolar de Informática realiza a inscrição dos alunos dos 3ºs Anos da E.E.M. Barão de Aracati para o curso “O Povo no Enem”. O referido curso tem por objetivo preparar os alunos para as provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), cujo atual modelo de avaliação tem caráter interdisciplinar, com ênfase na relação dos conteúdos com a “realidade” dos alunos. O Curso será realizado à distância e cada aluno receberá os fascículos para o acompanhamento dos conteúdos e simulados. Fique atento, não perca esta oportunidade!

Objetivos

* Disponibilizar materiais didáticos que orientem os estudantes no novo modelo de prova do ENEM, adotado como processo seletivo para admissão dos cursos de graduação da UFC e IFCE.
* Colaborar com a preparação dos egressos e alunos do Ensino Médio para obtenção de uma vaga em cursos de graduação, nas Instituições de Ensino Superior que adotaram o ENEM como processo seletivo.
* Contribuir para a melhoria da qualidade da educação pública cearense.

Público Alvo

* Alunos regularmente matriculados no Ensino Médio nas escolas públicas e privadas.
* Alunos que estão cursando Educação de Jovens e Adultos.
* Concludentes do Ensino Médio que vão se submeter a processo seletivo em Instituição de Ensino Superior.

Maiores informações no site:
www.opovonoenem.com.br

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Resultado da seleção para o curso de Produção de Materiais Didáticos Digitais

Crede divulga o resultado da seleção para o Curso de Produção de Materiais Didáticos Digitais. Foram disponibilizadas 13 vagas para os professores da CREDE 10, distribuídas nas três áreas do conhecimento:

LINGUAGENS E CÓDIGOS:
Jucineide Simões de Sena Mendes (EEFM Beni Carvalho)
Maria Aparecida de Paula Pinto (EEEP Avelino Magalhães)
Regilberto José Silva (EEFM João Barbosa Lima)
Rosângela de Souza Ponciano (EEM Barão de Aracati)
Sérgio Quintino de Almeida (EEFM Antonio Vidal Malveira)

CIÊNCIAS HUMANAS:
Fernando José Carvalho Façanha (EEM Francisco Jaguaribe)
Francisco de Assis de Souza (EEFM Gov. Manoel de Castro Filho)
Francisco Jesus da Silva Farias (EEEP Profa. Elsa Mª P. Costa Lima)


CIÊNCIAS DA NATUREZA:
Edmi Pereira Lima (EEFM Francisco Guerreiro Chaves)
Francisco Celestino Cavalcante (EEFM Prof. Gabriel Epifânio dos Reis)
Mário Gadelha Cassimiro (EEM Barão de Aracati)
Sebastião Fábio Pitombeira Silva ( EEM Lauro Rebouças de Oliveira)
Suzana Liberato da Silva (EEFM Manuel Sátiro)

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Curso de Produção de Materiais Didáticos Digitais

Seduc abre vagas para o Curso de Produção de Materiais Didáticos Digitais. As inscrições ocorreram 12 a 20 de abril e foram disponibilizadas 360 vagas. São 13 vagas para a Crede 10, assim distribuídas: Linguagens e Códigos= 05; Ciências Humanas= 03 e Ciências da Natureza= 05. O Curso será realizado à distância, no ambiente virtual Thinkquest Projects, com carga horária de 120horas/aulas, no período de 03 de maio a 06 de setembro de 2010, com intervalo no mês de julho. O resultado da seleção deverá ser divulgado no dia 27 de abril.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Professores usam apenas recursos mais simples do computador

Uma pesquisa realizada pela Fundação Victor Civita em 400 escolas de 13 capitais brasileiras mostra que os professores ainda dão preferência aos programas mais simples, quando utilizam o computador com seus alunos.
Para a metade dos entrevistados, o software mais utilizado é o de edição de texto, seguido por programas de visualização de mapas e editores de apresentação.
Segundo o estudo, falta preparo aos docentes para inserir as novas tecnologias de forma eficiente dentro de sala de aula. "A atividade mais realizada pelo professor com seus alunos é editar, digitar e copiar conteúdos", aponta a pesquisa.
Para o professor do Laboratório de Novas Tecnologias Aplicadas na Educação (Lantec) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Sérgio Amaral, o investimento feito pelos governos --federal, estaduais ou municipais-- para equipar as escolas se tornam "uma estupidez" se não houver preparação dos professores para trabalhar com as tecnologias.
"Não adianta nada instrumentalizar. O computador já é uma realidade na escola, mas o problema fundamental é que o professor não utiliza o recurso como instrumento didático. É ínfimo o potencial que se está utilizando", aponta o especialista.
Segundo Amaral, a falta de preparo vem da base, os próprios cursos de graduação não preparam os futuros educadores para a tarefa.
E a maioria dos cursos oferecidos posteriormente, segundo ele, são "instrumentais". "O que o professor precisa não é de um treinamento para dominar as tecnologias da informática. Mas para aprender como usar esses recursos, qual é a didática por trás", defende.
Para Amaral, quando o recurso é mal utilizado acaba sendo apenas um gerador de despesas. "Um computador caro vira um retroprojetor". E essa subutilização tem impacto no aprendizado do aluno.
"A criança já tem contato com o mundo digital pelo celular, pelo videogame, nas lanhouses. É preciso criar a aproximação desses sujeitos [professor e aluno]. Caso contrário, o desinteresse e o distanciamento continuam sistêmicos", diz.
O estudo aponta que apenas 28% das escolas contam com um professor orientador de informática. Segundo Ângela Danneman, diretora executiva da Fundação Victor Civita, responsável pela pesquisa, esse foi o modelo adotado pelos sistema educacional brasileiro para introduzir e administrar as tecnologias nas escolas.
"Onde esse professor está, o trabalho é melhor", aponta Ângela. Mas ainda assim, em apenas 9% das escolas ele tem a função de formar outros professores. "O importante é garantir a formação de todos os professores, [o que vai] melhorar a utilização da tecnologia como ferramenta para a aprendizagem de todos os conteúdos", indica.

Fonte: folha.uol.com.br

Encontro Pedagógico 2010

De 08 a 10 de abril participamos do Tríduo Pedagógico 2010. O encontro proporcionou momentos de ampla reflexão e discussão referente a temas importantes relacionados à Educação e ao processo de ensino-aprendizagem. Na ocasião, tivemos a oportunidade de participar das seguintes palestras:
08/04- “As relações Interpessoais e o bom desenvolvimento da escola” (Professor Flávio Ribeiro); “Orientações sobre a gripe Influenza H1N1 (Professor Francisco Carlos Holanda)
09/04- “A Docência no Ensino Médio e a Avaliação da Aprendizagem (Professora Isabella Veloso).
O encontro foi avaliado de forma positiva por todos os professores que, sem dúvida, participaram com grande interesse de todos os momentos.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O Adeus ao Professor André Gurgel

Registramos, com pesar, o falecimento do professor André Gurgel. O dedicado educador lecionava no Colégio Marista de Aracati e na E.E. M. Beni Carvalho. A todos os seus familiares, enviamos nossa solidariedade. Que os braços misericordiosos de Deus confortem a todos os que choram pela sua inesperada partida.